Archive for category Archlinux

PKGBUILD do AdvanceMAME

Me considero um amante de jogos modelo arcade, ou para os mais “íntimos”: fliperama. Quando eu era apenas um moleque vivia gastando os poucos centavos que conseguia “arrumar” para jogar fliperama.

Ainda me lembro da primeira vez que vi um arcade. Eu retornava da escola para casa, onde na época eu cursava o que hoje é chamado de nível fundamental, nesse caminho passei em frente a uma dessas casas de jogos, havia várias máquinas – como costumavamos chamar os arcades – uma ao lado da outra. Dentre elas havia uma com um joguinho que tinha um cavaleiro lutando contra monstros, fantasmas, animais bizarros, etc.

Essa foi a época do boom desses jogos arcade, foi justamente quando a Capcom lançou Street Fighter II. As casas de jogos viviam cheias de “competidores”.

Havia uma plaquinha pregada na parede da casa de jogos, num local que podia ser visto por qualquer pessoa que se aproximasse da entrada, a placa dizia “Não é permitida a permanência de estudantes”, então fui em casa para trocar de roupa. E criança é criança né! Não pensa que roupa vai usar, apenas pega a primeira que vê pela frente e usa. Fiz exatamente isso e retornei mais tarde para jogar.

Entretanto fui surpreendido com uma calorosa frase de boas vindas: “Aqui você não pode entrar!”. E o rapaz que me dizia essa frase apontou para a minha camisa. Bem, qual não foi minha surpresa quando vi que troquei a camisa da escola por uma outra camisa de escola, porém da escola que eu frequentei até a 2º série – nessa época eu deveria estar na 3ª ou 4ª série.

Triste e morrendo de vontade de jogar retornei para minha casa, e no caminho  havia um barzinho com uma dessas máquina de fliperama (arcade). Não era a mesma, porém eu estava com muita vontade de jogar. O jogo era o de um “carro” que andava sobre um terreno irregular e atirava em outros objetos acima e à frente do carro.

Comprei minha ficha e desde então começou minha paixão/vício, que só foi parar quando começei a trabalhar e ver o quanto custa ganhar dinheiro. :-D

Há poucos anos descobri que eu poderia jogar esses jogos no computador, através do que conhecemos como emulador. Fazendo pesquisas  na internet descobri o MAME, na época versão para o MS Windows. E quando começei a usar GNU/Linux procurei algo equivalente, e encontrei o AdvanceMAME.

O AdvanceMAME é um emulador, não oficial, de MAME. A página do projeto pode ser visitada AQUI.

O que disponibilizo para vocês é o PKGBUILD para distribuições Arch Linux, ainda não me senti a vontade para postar ele no AUR. Caso encontre algum bug, por favor reporte, ficarei feliz em corrigir. Se você utiliza Slackware, baixe o SlackBuild, a propósito agradeço o ‘seb’ (Sebastien) que criou o slackbuild,  já que usei-o como base para criar o PKGBUILD.

Para instalar, baixe o PKGBUILD no link acima, descompacte, entre no diretório criado e rode o comando makepkg, tudo como usuário normal. O pacote será gerado, agora instale-o como root com o comando:

pacman -U nome-do-pacote-gerado.pkg.tar.gz.

O binário advmame será salvo em /usr/games. Adicione esse path no /etc/profile na variável PATH.

A forma certa de chamar o emulador é:

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advmame nomerom

Se você reparou bem, não tem a extensão e nem o path. É necessário que você altere a configuração do AdvanceMAME para apontar o path onde estão os ROMs.

Para configurá-lo execute o comando advmame sem parâmetros, ele criará o arquivo de configuração e lhe dirá qual o path default dos roms e como alterá-lo.

Sobre os joguinhos que comentei no início do post, caso tenha ficado curioso, eles são:

Ghosts’n Globins

Moon Patrol

Hoje já parti para outros inúmeros títulos mais “recentes” como: Street Fighter, The King of Fighters, Fatal Fury, Bomberman, Black Tiger, Capitão Comando, Dungeons dragons e muitos outros, todos emulados.

O melhor site para baixar ROMs  na minha opinião, é o Roms World. ROMs são os jogos empacotados em formato zip, os quais você usa para carregar no emulador e jogar.

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Archlinux – Primeiras impressões

Pois bem senhores, conforme havia prometido vou lhes descrever como está a minha utilização do Archlinux e o que eu “vejo” nesta distro.

Antes de começar, para aqueles que não me conhecem, eu sou usuário do Slacware. Sim, ainda me considero um Slacker e portanto o meu ponto de vista sobre o Archlinux pode sofrer algumas influências e comparações com essa distro.

Imagino que uma pergunta pertinente nesse post seria: “Porque você deixou de usar Slackware e passou a usar o Archlinux?”.

Primeiro acho que deixar de usar Slackaware seria uma expressão um tanto forte demais, eu diria que resolvi testar o Archlinux. Como falei, sou Slacker, e como bom Slacker eu gosto de aprender bastante sobre um sistema Linux. Usar uma distro que “fizesse tudo por mim” não é o que eu quero. Já utilizo Slackware há mais de 5 anos: simplicidade, exigência de conhecimento sobre o ambiente, poucas ferramentas “user friendly” para “ajudar” na configuração do sistema, grupos de usuários com bons conhecimentos, etc.

Um certo dia um amigo, Janderson, me mandou um e-mail com um link, onde um rapaz falava muito bem do Archlinux, sobre sua simplicidade, sua filosofia, um gerenciador de pacotes bom, dentre outras coisas, gostei muito do que li e fiquei com uma vontade de testar essa distro.

Mas antes do Janderson me enviar o e-mail, eu havia tido uma experiência um tanto “traumática” em um cliente da empresa que trabalho. Fomos solicitados para atender a um cliente com problemas em seu servidor de e-mails, resumindo a história, chegamos lá e demos de cara com um Gentoo Linux, como eu nunca havia manuseado um Gentoo Linux, demorava para saber onde estavam alguns itens. Minha experiência se limitava às distros como: Slackware(s), Debian(s) e RPMs distros (RedHat, Fedora, CentOS, SuSE…). E se existe algo que me deixa muito “grilado” é quando eu preciso fazer algo mas não sei “o que e onde estão e como faço tal coisa aqui?”. Desde esse dia, então, eu decidi testar outros sabores de Linux para não mais passar por essa situação.

Desde esse dia começei a pesquisar por outras distros e suas filosofias, inclusive fiz uma palestra no FLISOL 2009, aqui em Vitória/ES, sobre o assunto. E dentre elas me simpatizei com o Gentoo Linux e o Archlinux.

Então eu já tinha as distros que eu queria testar, mas precisava decidir qual delas seria a primeira, e a escolhida foi Archlinux! O motivo? Simples, eu demoraria mais tempo instalando e configurando o Gentoo do que o Archlinux.

Então fiz a instalação, fiz um backup das minhas coisas no notebook para o PC da minha esposa, coloquei o CD de instalação e mandei ver!

Eu praticamente não tive problema algum com a instalação do Archlinux, por dois motivos principais: 1 – Eu sou Slacker! e 2 - A documentação do Archlinux é simplesmente fantástica. Você acha praticamente tudo que precisa no wiki oficial – http://wiki.archlinux.org – e também na versão mantida por nossos amigos basucas – http://wiki.archlinux-br.org/.

Então finalmente finalizada a instalação básica, você tem um sistema básico. E é a partir daqui que faço minhas observações. O Archlinux tem uma filosofia semelhante (eu diria igual) à do Slackware: KISS! Essa filosofia guia a distro para a construção de um sistema simples, mas simples não do ponto de vista de facilidade, moleza, mas de quanto menos ferramentas para atrapalhar o usuário, melhor!

Não espere dos desenvolvedores do Archlinux interfaces GUIs que auxiliem ao usuário na administração do sistema, mas sim ferramentas que permitam o usuário a fazer exatamente o que ele quer. Então para quem usa o Slackware, está mais que ótimo!

Outra observação sobre o Archlinux é que diferente da maioria das distribuições existentes, o Archlinux não instala um sistema “completo” logo no início a partir do CD, na verdade o que você tem é um sistema básico, mas básico mesmo, e utilizável para dar continuidade no processo de instalação e ir instalando os pacotes que você necessita. A instalação básica permite que você se conecte à internet, ou a uma rede, para a partir dalí instalar o que você quer. Esse é outro ponto interessante da distro e que pode afastar algumas pessoas interessadas: Se você não tem um link de internet bom, fica praticamente inviável usar o Archlinux. Isso porque, como citei acima, o que é instalado pelo CD de instalação, é um sistema BÁSICO! Você deve instalar o restante dos pacotes que deseja a partir dos mirros da distro. (e eu dei meu jeitinho)

A partir desse ponto iniciasse a etapa de instalação dos pacotes, e mais um item que me chamou a atenção no Archlinux, o gerenciador de pacotes pacman. Esse poderoso software é o responsável por quase TUDO que você precisa em termos de instalação de pacotes. O pacman instala pacotes e resolve dependências assim como o apt faz no Debian. Não farei aqui uma comparação entre o apt e o pacman, acho que isso não vai levar à lugar algum.

O repositório do Archlinux é constantemente atualizado, e quando digo constante é constante mesmo! O Arch, como é chamado pelos mais íntimos, não trabalha com releases, versões. Por isso não se ouve falar da versão X ou Y do Archlinux. Os CDs são apenas o sistema básico preparado de tempos em tempos para permitir uma instalação e a partir dela fazer todo o resto, especialmene a atualização da distro. Uma vez instalado o sistema, para se atualizar tudo você roda apenas um comando: pacman -Syu.

Como já havia comentado, tudo que você precisa saber sobre como lidar com o Archlinux está disponível nos wikis oficiais, e é visita obrigatória caso deseje usar o Archlinux. Lá você encontra desde itens pertinentes apenas a própria distro enquanto sistema, quanto também sobre configuração de hardware, instalação de softwares específicos, drivers, etc. É um show a parte a documentação do Archlinux.

Os arquivos de configuração do Arch são tão simples como os do Slackware, arquivos textos disponíveis em /etc e também possui em cada um deles os devidos comentários sobre as sessões/parâmetros disponíveis.

O Arch é compilado e otimizado para rodar em arquiteturas i686, isso o deixa mais rápido, especialmente se comparado ao Slackware já que este último compila seus pacotes par arquitetura i486. Temos então uma vantagem e “desvantagem”. A vantagem é um sistema mais rápido, e isso eu pude perceber de cara, graças a otimização para i686. E a “desvantagem” (com aspas mesmo) é pelo fato do Arch nunca poder ser instalado em um PC antigo, mas pense um pouco: O que é um hardware antigo hoje em dia? Eu já estou achando os PIII antigos.. rs.

E chegando ao final do meu post, quero aproveitar para elogiar aos desenvolvedores e a comunidade de Archers pela ótima e farta documentação sobre a distro, até o momento não fiquei na mão em nada que eu precisasse descobrir. Parabéns a todos.

Por enquanto é isso amigos, do mais vejo o Archlinux como qualquer outro Linux. Mas se você pretende tirar LPI um dia, minha sugestão de distros para esse fim são Debian Linux e o saudoso Slackware. Você pode instalá-los em uma VM, usando VMWare ou KVM Linux.

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Archlinux + Kernel 2.6.30.4 + Acer 5050

Olá amigos!

Para não perder o costume vamos a mais novidades sobre o Acer 5050 no GNU/Linux. Vocês já devem saber que eu decidi instalar o Archlinux no meu notebook e deixar um pouco o Slackware de lado  – conforme cito no post anterior. O que poucos sabem é que eu mais uma vez esqueci de salvar meu .config do kernel e alguns outros conf que eu tinha.

Nesse caso eu tive que reconfigurar tudo do zero, e mais uma vez lá vai o m3nd3s meter as caras no kernel, e como alguns já sabem – leiam meus posts sobre o assunto – o Acer 5050 vem com a DSDT/ACPI bugado.

Como eu estava enfrentando problemas ao compilar o novo kernel 2.6.30.4 no meu notebook, com a dsdt embutida, lembrei do blog de um colega de Notebook Diogo Souza – ele tem o mesmo notebook que eu e usa GNU/Linux, então fui visitá-lo (o blog) para saber se tinha alguma novidade. E não é que tinha!

Segundo o post dele, o kernel >= 2.6.30 já vinha com suporte ao nosso hardware completamente, sem a necessidade de embutir a DSDT corrigida nele. E como eu estava tendo problemas ao compilar o kernel – o kernel congelava no boot – eu resolvi fazer a compilação sem incluir a DSDT nela, e bingo, kernel funcionando.

Bateria, controle de brilho, wireless, teclas especiais e tudo que tenho direito já funcionando, sem o sofrimento que eu enfrentava antes. Veja AQUI.

Então é isso amigos. Eu estou construindo um post sobre minhas experiências e ponto de vista sobre o Archlinux, então aguardem. (Só tenho que acabar a de PHP PDO antes.. rs)

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Um Slacker no mundo ArchLinux

Pois bem amigos, todos sabem que sou usuário de Linux, full time! Ou seja, não tenho apenas uma partição com dual boot de um Linux, mas eu uso full no meu notebook e no trabalho. Mas nem todos sabem que sou usuário do Slackware Linux, e gosto muito, posso dizer que amo essa distribuição.

Porém a pouco tempo resolvi testar o ArchLinux motivado por inúmeros bons comentários sobre essa distro e a filosofia que ela possui, praticamente semelhante a do Slackware. Juntando isso à ferramenta pacman, que trabalha como gerenciador de pacotes do Archlinux, eu resolvi instalá-la no meu note. Novamente, full no HD, isso quer dizer que até segunda ordem, eu retirei o Slackware do meu note.

Ainda não tenho uma algo a relatar, mas em breve postarei a todos a minha visão sobre ela, e se eu não gostar, minha próxima distro a testar será o Gentoo Linux.

Jeveaux, finalmente vou poder lhe dar aquele retorno sobre como é a distro, mas já de antemão posso lhe garantir que é uma distro para quem quer mexer no linux, não sendo adequada para o estilo “Instalar e usar”, ela está mais para “Instalar, entender, configurar e usar”.

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